E mesmo que eu queira a razão,
sou inteira Coração,
e não há como mudar isso.
Carla M.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

"50 tons de cinza, ou o Fanfic de Crepúsculo que virou um conto erótico meio capenga."

"Mas, resolvi dar uma chance ao livro. Então eu li o primeiro capítulo. E minha opinião pessoal vai ser somente sobre o primeiro capítulo. Porque depois de ler aquela joça eu desisti desse livro forévis. 
No primeiro capítulo de Crepus 50 tons de cinza, somos apresentados à uma personagem estabanada, insegura e impressionável, que conhece um empresário chamado Christian Grey, ao fazer uma entrevista com ele. 
Christian Grey é um empresário inexplicavelmente milionário aos vinte e poucos anos, já que sua empresa não foi herança e ele não é um gênio da internet. Ele é arrogante, narcisista, e sempre fala com a protagonista com um tom ligeiramente depreciativo. 
E galera acha que com todas estas características fantásticas é pra gente estar caidinha pelo moço.. porque ele é bonito. 
Tipo, não. Foi mal, mas isso não me atrai. Em um capítulo, a protagonista já está toda xonadinha pelo moço. Porque ele é RICO, BONITO e chato pra cacete. Foi mal, mas isso não é o suficiente pra eu querer esse cara nem pra contratação, quanto mais pra um relacionamento. 
Então eu fiquei convencida de que o livro jamais seria capaz de me envolver. Também li trechos nos quais as descrições de sexo são meio ridículas. Então desisti. 
o livro, na minha humilde opinião, é ruim. E só."
Do Bolg UMA FEMINISTA CANSADA
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Começo este post dedicado ao livro 50 Tons de Cinza (e diga-se de passagem que 50 Tons nem merece um post sequer, mas tudo bem, vou fazer isso somente pelo meu espírito literário), só para falar da minha enorme decepção com o livro. 

Diferente da Feminista Cansada acima, eu li mais que um capítulo, cheguei até a metade, é, não aguentei ir mais longe, foi torturante, digo isso não apenas pelas cenas chatas de sexo, mas pela linguagem pobre e medíocre. Uma adolescente em crise de 15 anos tem mais literariedade ao escrever, juro. Sem falar que nem cheguei nas cenas de sadomasoquismo, mas acredito que não me incomodariam tanto quanto outras coisas que ja irei falar.

A verdade é que decidi ler 50 Tons de Cinza, depois de  tentar assistir ao horrendo filme com mesmo título (o qual também não terminei), e acabei ficando curiosa sobre o livro e me perguntando: onde vai acabar o romance dos dois? será que o texto é bom, pra tanta gente gostar? Mas sinceramente nem quero saber onde vai acabar. E NÃO, o texto não é bom. Ah, perdi a conta de quantas vezes a babaca da Anastácia fala da idiota "deusa interior" dela: "Minha deusa interior está dançando merengue com passos de salsa. Minha deusa interior está sentada em posição de lótus e parece serena."
Dá vontade de vomitar.
Se alguém aqui gosta de livros eróticos vai ler Diários não Expurgados de Anaïs Nin, ou até mesmo a saga A Viajante do Tempo (mesmo sendo um romance histórico, as cenas de sexo não deixam a desejar), garanto que o conteúdo erótico é muito bem escrito. Alto nível mesmo. 
Outra coisa que me deixou curiosa para conhecer a linhas enfadonhas de 50 Tons de Cinza, foi por que soube que era um fanfic de Crepúsculo. Eu li Crepúsculo ao 17 anos e amei e já reli tantas outras vezes e ainda adoro. Tem quem odei e difame a saga dos vampirinhos brilhantes, mas não ligo, tudo bem, tem coisa bem ridícula nos livros, mas a verdade é que o amor  de Edward e Bella é inspirador e para quem gosta de romances românticos, a saga consegue prender o leitor do primeiro ao quarto livro.
50 Tons é uma medíocre cópia de Crepúsculo, embora a autora tenha optado por tirar aquela parte de vampiros e lobisomens, a verdade é que não adiantou em nada: ela conseguiu a proeza de escrever algo 100 vezes pior do que Crepúsculo pode ser para quem odiou a saga de Stephenie Meyer. Até porque, tirando a baboseira de sexo dos 50 Tons a parte do romance é muito boba e medonha. Credo. Mas gosto é gosto.
Enfim, nem terminei de ler, por que tenho mais o que fazer e vou continuar sem saber por que cargas d'água, o livro se chama 50 Tons de Cinza, será por causa daquela gravata? vai saber. O livro é mal escrito e isso basta.
Carla M.
Algumas críticas relevantes sobre 50 Tons de Cinza:

Sr. Salman Rushdie disse: “Eu nunca havia lido algo tão mal escrito que tenha sido publicado. Ela fez Crepúsculo parecer com Guerra e Paz (livro clássico de Tosltói, mestre da literatura russa)”.



Jesse Kornbluth do jornal The Huffington Post disse: “como uma experiência de leitura, Cinquenta Tons … é uma piada sem graça, fraco de enredo”.

E para quem ainda está querendo ler 50 tons de Cinza, entra aqui no site da Uol e veja 50 clichês e bobagens que permeiam o tal livro.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Uma Longa Jornada: só mais um romance.



Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks
Editora Arqueiro - 368 páginas

"Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida."

Aí que esses dias soube que havia mais um dos romances de Sparks virando filme: Uma Longa Jornada. Para falar a verdade a capa do livro nunca me atraiu (aliás, as capas dos livros deste autor, são bem feinhas) e o título também: nada de instigante. Mas enfim, soube que o filme estava em cartaz, e que parecia ser bom, e como prefiro ler o livro antes, fui ler!

O livro é bom. Quer dizer é bonzinho. Nicholas Sparks poucas vezes me surpreende em seus romances, salvo Um porto Seguro, o Milagre e O Guardião. A verdade é que este livro continua nas mesmices de Sparks.
O romance conta a história de dois casais, Ira e Ruth e Luke e Sofhia. O primeiro casal a história é bem maçante e confesso que comecei a pular os capítulos referentes a eles: Ira já está com 91 anos e sofre um acidente de carro. Ruth sua esposa que já faleceu há anos, começa a aparecer e dialogar com Ira, que está à beira da morte e preso no carro, assim ele começa a reviver toda sua história de amor com Ruth, enquanto ele  espera por alguma ajuda. é bem chato. A história de amor deles é interessante, mas depois tudo é chato: o tempo passando, a morte chegando, ele sentindo dor e blá, blá, blá.

Em contrapartida, temos o romance de Luke e Sophia, essa parte é muito boa. Quisera eu que Sparks tivesse se estendido mais nessa história e falasse enrolasse menos na outra, mas nem tudo é perfeito. E enquanto ia pulando a história de Ira e Ruth, ia devorando a de Luke e Sophia: dois jovens que aparentemente não tem nada em comum, ele um cowboy que vive em rodeios, ela uma moça que estuda história da arte e está prestes a se formar, daí você já imagina como vai ser emocionante ver esses dois se juntando.

Bom, mas no fim toda história de Sparks tem um desfecho coerente (talvez até surpreendente, o que não é o caso), assim, a história desses dois casais se cruzam e de uma forma bem digna até. O Final não é ruim, aliás, o livro também não é ruim, Sparks é que deveria para de encher linguiça de vez em quando. Mas tudo bem. Eu até que leria o livro novamente e super torço para ter a continuação da história de Luke e Sophia (desde que Sparks não resolva matar nenhum dois, é claro.)

É isso, no mais, até que vale a pena ler o livro. E agora posso assistir o filme e torcer para que não seja tão ruim quanto O Melhor de Mim (também baseado em um romance do autor).

Carla M.

    segunda-feira, 18 de maio de 2015

    super empolgada com os 125 anos de Agatha

    Não é novidade nenhuma que esta pessoa que vos escreve é louca apaixonada pela Rainha do Crime Agatha Christie e diante disso, jamais poderia deixar de escrever minha história como fã dela. E como já havia falado sobre o 125Stories lá embaixo, eu fui lá e compartilhei minha singela história:

    Venho de uma família que não cultua a leitura. Nunca vi minha mãe ou meus irmãos com um livro nas mãos. É uma pena. Nunca me estimularam a ler. Pois é, eu nunca gostei de ler. Até os 12 anos. Foi quando fui à biblioteca da minha escola (não pela primeira vez) mas, sem nenhum interesse em ler alguma coisa.
    Porém, as coisas aconteceram de forma engraçada: o bibliotecário era fã de Agatha Christie e ele resolveu incentivar uma menina com 12 anos de idade (eu) a ler. E ler o quê/quem? Simplesmente Agatha Christie. Um Gato entre os Pombos para ser mais precisa, foi uma leitura magnífica. Ainda hoje recordo de cada detalhe do livro.
    Infelizmente, na biblioteca da minha escola tinha poucos livros da Rainha do Crime, e acredito que foi o próprio bibliotecário quem os havia doado para lá. O segundo foi Convite para um Homicídio, o terceiro O Caso dos Dez Negrinhos. Pronto: amor descomedido. Tanto por Agatha Christie, quanto pela própria leitura. De lá para cá já li quase 30 livros da autora, que é a quantidade de títulos que tenho dela. Meu objetivo é ir além: conseguir ler todos e quem saber ter todos também. Não me canso dos livros de Agatha. Aliás, não me canso de livro nenhum, me tornei uma leitora compulsiva, não durmo sem ler antes, troco qualquer coisa por um lugar tranquilo e um bom livro. Neste momento estou lendo sua autobiografia, e estou encantada com sua história de vida, não bastava ser apaixonada por suas histórias.
    É isso. Essa é minha história como fã de Agatha Christie. Uma maravilhosa história. Pois, foram os livros dela que me fizeram o que sou hoje: uma mulher com 23 anos que ama ler, formada em letras, apaixonada por literatura e que vive rodeada de livros, já que trabalho numa biblioteca. E o melhor de tudo é que hoje sou eu quem continua com a missão do meu bibliotecário da infância: estimular a leitura e não apenas isso, ir conquistando mais fãs de Agatha, pois uma coisa é certa: quem lê A Rainha do Crime uma vez, não consegue mais parar.
    Carla Miqueli Leal
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    E para não restar dúvidas, olha eu aqui na página do 125Stories!

    Bom, agora só falta minha história ser escolhida para o  Agatha Christie Festival in Torquay...

    Neil Gaiman: Sobre ser uma pessoa horrível

    Alguém perguntou para o Neil, em seu Tumblr, sobre como ser uma pessoa mais gentil. Esta é sua resposta. Post traduzido do Tumblr do Neil.
    30seasons perguntou: “Caro Neil, eu sou uma pessoa horrível. Como ser mais gentil, por favor?”
    Neil Gaiman: As vezes, eu suspeito que todos nós somos pessoas horríveis. Ou, pelo menos, somos pessoas humanas. Mesma coisa. Somos impacientes, gostamos de julgar, irritantes e irritados, mal humorados, facilmente ofendidos e todo o resto. Então, como ser mais gentil, se isso não vem naturalmente? Fingindo. Finja um pouco de cada vez. Porque não há realmente nenhuma diferença entre fazer algo de bom para alguém porque você é naturalmente santo e perfeito, e fazer algo de bom para alguém porque você é secretamente demoníaco e tenta encobrir. Ainda é um ato de bondade de qualquer maneira, e você ainda tornou as vidas dos outros melhores. Sorria para as pessoas. Diga olá. Pergunte sobre suas vidas. Lembre-se o que eles já lhe disseram sobre suas vidas. Fazer pequenas coisas para tentar ajudá-los. (Eles não vão saber que você é horrível, não se preocupe. Eles só vão perceber que você está ajudando). Dê às pessoas o benefício da dúvida. Lembre-se que mais frequentemente a culpa é da estupidez e não da maldade, que todos podem estragar tudo (incluindo você) e o que é importante é aprender com isso. Pense “O que uma pessoa verdadeiramente mais gentil faria agora?” — E faça isso. Não se espanque quando você falha. Basta ser tão gentil com você mesmo como você será para os outros — mesmo que você tenha que fingir. E boa sorte.

    quinta-feira, 14 de maio de 2015

    aniversário de Agatha Christie está chegando...

    ...e eu (fã incontrolável) fuçando por aí, acabei encontrando um blog da L&Pm recheadinho de coisas super legais sobre os 125 anos de Agatha que será no mês de setembro:


    Tem muita informação sobre a Rainha do Crime, e também sobre os acontecimentos e eventos que precedem esta data tão esperada pelos fãs da autora,  tem até votação para saber o melhor livro do mundo de Agatha (claro que eu já votei!)... e só saberemos qual será o melhor livro em setembro, lógico!
    Ah, e tem uma página maravilhosa com um projeto intitulado de "125Stories" no qual podemos compartilhar nossas histórias como fãs de Agatha, e o melhor, em setembro 125 histórias serão escolhidas para serem apresentadas no Agatha Christie Festival em Torquay, já pensou? 

    Um bom fã sempre tem uma boa história para contar!


    Carla M.

    taí o coração ganhando da razão...

    segunda-feira, 4 de maio de 2015

    feliz aniversário meu amor... 03/05



    Ehhhh.... Você sabe o quanto esse dia é importante para mim: seu aniversário!
    Eu te amo Miguel.


    Carla M.

    quarta-feira, 1 de abril de 2015

    À Primeira Vista: decepcionante.

      

    À Primeira Vista - Nicholas Sparks
    Contém spoilers!
    Me senti enganada com este livro e já vou explicar por que.
    Primeiro, é importante ressaltar que a obra é a continuação da história de Jeremy e Lexie que protagonizaram um outro livro de Sparks, que por sinal é muito bom: O Milagre (um dos meus preferidos). Então, em À Primeira Vista, ele (Sparks) conta a vida do mesmo casal apaixonado, só que agora estão prestes a casar e esperando o primeiro filho. No começo é bem maçante (sempre um mar de flores, blá, blá,blá) mas metade, ele começa a parecer mais com a vida de um casal de verdade: que brigam, se desentendem, mas que se amam e fazem as pazes, já que  nada pode ser tão bom e perfeito nos livros de Sparks (claro, até por que se fosse não teriam graça alguma), assim, começam os dramas: gravidez de risco, desconfianças, segredos e muita tensão. Mas não foi isso que me decepcionou. Foi o final. Lexie Morre.

    É isso mesmo, ela morre!.Caramba! nem gosto de contar os finais dos livros aqui, até porque para indicar um livro basta destacar algumas coisas muito boas e/ou dizer por que vale a pena ler esse tal livro. Mas como não vou indicar À Primeira Vista a ninguém, isso agora não faz diferença alguma. Tudo bem o livro tem sua beleza: um pai apaixonado por sua filha (por isso o título do livro), que supera qualquer dor (e a morte da esposa) para cuidar dela, mas daí a Lexie morrer?

    Admito: sou fã de finais felizes: as coisas tem que se encaixar. Eu penso que já lidamos com muitas desgraças, decepções e tragédias na vida, e os livros funcionam como uma fuga de tudo isso. Por isso gosto de finais felizes. Tudo bem, Jeremy ficou feliz cuidando (sozinho) de sua filha. Mas para quem leu O Milagre e passou mais de 200 páginas torcendo para eles terminarem juntos (e eles terminam juntos sim!), vai ler a continuação dessa história (super romântica), e então, Sparks simplesmente decide matar a pobre Lexie... definitivamente fiquei com vontade de jogar o livro da ponte, se aqui tivesse uma. Isso não é final feliz. Não para mim. 

    Eu sei que vão dizer que isso é um retrato do cotidiano, que essas coisas acontecem o tempo todo, e que a literatura imita a vida e tal, mas eu não achei justo matar logo a Lexie, por que assim acabou destruindo toda a magia que eu criei do livro anterior (O Milagre). Foi decepcionante.
    Mas chega de lástimas, a verdade é que: para quem leu O Milagre parem por aí. Sério! Não leiam À Primeira Vista, não destruam a imagem do felizes para sempre que ficou no primeiro, é desestimulante. Mas, por outro lado, se você gosta de desgraças (do tipo: depois de tanto sofrer para ficarem juntos, alguém morre), e sentir que de uma hora para outra, tudo perdeu o sentido: aproveite, esse é o livro perfeito.


    Carla M.